anotações para uma curta memória de longa duração


Dia ‘lindo’ em várias versões
26/05/2011, 20:56
Filed under: Delft way of life, Inutilidades

Sim, estou testando minha máquina nova. Obrigada pela consideração!

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Felicidade é…
24/05/2011, 21:37
Filed under: Delft way of life

… assistir a mamãe-pata e seus 5 patinhos saírem de um canal, atravessarem a rua e entrarem em outro canal; tudo isso da janela de casa.

Como eu adoro os patinhos daqui!



Só pra constar…
21/05/2011, 18:57
Filed under: Delft way of life, Inutilidades

Na bicicleta:

Número de quedas até 21/5: zero.

Número de quase quedas até 21/5: umas 5 ou 6.

Número de hematomas em decorrência das quase quedas até 21/5: uns 3 ou 4.

Número de perdas de sapato ao pedalar até 21/5: umas 4, todas ontem.

Conclusão: minha sapatilha marrom não presta para andar de bicicleta.



Feriado pt II – A bicicleta

Esse é o post mais aguardado sobre a minha viagem até agora, tenho certeza…

Bom, vou começar contando uma piada. Tem uma piada antiga na família que diz que alguém vai na padaria e pede um sonho. Daí o sonho acabou e a pessoa responde “tudo bem, me vê uma bicicleta verde”. É uma piada no estilo pinguim doce de leite (se alguém não conhece essa, me peça pra contar, é muito boa). Guardem essa informação. Tem também aquele outro ditado que diz “não sei se caso ou se compro uma bicicleta”. E minha cabeça problemática tinha misturado as duas coisas e eu já falava que não sabia se casava ou se comprava uma bicicleta verde; no fim decidi pela segunda opção e aqui está o resultado:

Caso alguém encontre na rua, favor não roubar…
Sintam a combinação do verde com o roxo e o lilás da “lancheirinha” ali atrás.

 Como todo mundo já sabe, a Holanda é o país das bicicletas e, pra morar dignamente aqui, tive que entrar na onda. Enrolei no começo porque sou meio traumatizada com bicicletas; é uma questão familiar muito antiga e prefiro não entrar em detalhes. Só adianto que sim, eu já andei de bicicleta antes na vida (sem rodinhas) e não, eu não lembrava como era pois isso faz uns 20 anos, mais ou menos.

Daí depois de uns dias que eu tava aqui eu vi o vídeo do cara que não tem as duas pernas nem os dois braços (acreditem, se alguém não viu, eu passo o vídeo). Porra, o cara NÃO tem NEM as pernas, NEM os braços, e faz mais coisas do que eu. Não que isso seja uma AFRONTA, claro que não, o cara é um exemplo – e também uma exceção – mas pelo menos me motivou a pegar a maldita bicicleta e tentar andar, mesmo que sozinha. Era o mínimo que eu podia fazer depois de ver o cara sem pernas/braços NADANDO numa piscina (esse é o meu próximo objetivo de vida – nadar decentemente, mas é assunto pra depois que eu voltar pro Brasil).

Bom, aproveitei um feriado em que estava sozinha aqui (e a cidade vazia, óbvio), peguei a bici, EMPURREI a bici até um lugar vazio (ou vocês acreditaram realmente que eu ia sair andando assim de primeira?) e dividi o desafio em etapas de complexidade crescente (cabeça problemática, lembram? então). Vale lembrar que a bici é totalmente fora do tamanho recomendado para mim e eu mal alcanço a ponta do pé no chão quando estou sentada nela (uma dificuldade a mais né?).

Primeiro eu precisava andar em linha reta… O mínimo, o básico, o essencial, o RIDÍCULO:

Ir até o final e voltar. Razoável, não?

E não é que eu consegui? Claro que no começo eu não conseguia ficar só na faixa da direita (aqui tem que respeitar “as mãos” da ciclovia), ficava ziguezagueando pela rua inteira, mas até que deu pro gasto! Pedalava rindo sozinha até. E daí a rua foi chegando no final e ai meu deus o que que eu faço agora e como faz curva nisso aqui socorro e decidi parar. VIREI a bici com a mão e continuei só andando em linha reta, hahah, que ridículo. Mas deu certo. Até o tio policial chegar perto de mim e perguntar se eu tava precisando de ajuda. Não senhor, só se for ajuda psicológica mesmo! Decidi que estava na hora de tentar fazer as curvas, pra não passar mais vergonha na rua.

Olha só, muito mais difícil hein? Triplicou o comprimento da rua…

Troquei de rua porque essa segunda tinha uma área melhor pra fazer a curva no final, heheh. No começo foi muita tensão, mas deu certo e estava fazendo as curvas decentemente. E esse negócio de ficar indo pra frente e pra trás (uy!) na mesma rua foi me enchendo o saco. Eu precisava de mais emoção! Foi muito mais fácil do que eu achei que seria e essa rua não é um bom exemplo das ruas do resto da cidade, que tem trânsito de pessoas e de carros. Então tomei coragem e decidi passear MESMO de bici.

Uau! Uma rua de verdade!

Tudo bem que era feriado e realmente não havia nenhuma outra bici nem carros (e só um pedestre), mas esse lugar era particularmente PERIGOSO pro meu nível bicicletal porque se eu ziguezagueasse muito, ia cair dentro do canal que fica à direita (que não aparece na foto). Mas ó, nem caí no canal, ok? Pra dizer a verdade, AINDA não caí em lugar nenhum! :)

Bom, andar de bicicleta é realmente uma coisa muito ridícula para quem passou a infância se aventurando por aí e subindo em árvores e sendo uma criança radical, como eu não fui. Além disso, eu realmente tinha trauma de bicicleta e foi um passo muito grande que eu dei, tendo coragem de pegar uma bicicleta maior do que eu e tentar andar na rua, sozinha. Sei que tem mais gente que eu conheço que não sabe andar ou não pratica há muito tempo, então fica aqui o meu relato de “coragem”! Espero que vocês se animem e andem também! É gostoso andar de bici, com exceção de quando o vento está muito forte e quase te derruba (já aconteceu comigo aqui e depois eu vi que tem uma PLACA na rua chamando atenção pro VENTO… coisas que só a Holanda faz por você).