anotações para uma curta memória de longa duração


Oba!
15/06/2011, 19:41
Filed under: Delft way of life

Depois de trabalhar 10 horas de pé, nada melhor do que chegar em casa e receber uma carta da Renas, com todas as fotos da nossa ida ao Keukenhof! :)


A famosa tulipa negra…



Dia ‘lindo’ em várias versões
26/05/2011, 20:56
Filed under: Delft way of life, Inutilidades

Sim, estou testando minha máquina nova. Obrigada pela consideração!



Felicidade é…
24/05/2011, 21:37
Filed under: Delft way of life

… assistir a mamãe-pata e seus 5 patinhos saírem de um canal, atravessarem a rua e entrarem em outro canal; tudo isso da janela de casa.

Como eu adoro os patinhos daqui!



Só pra constar…
21/05/2011, 18:57
Filed under: Delft way of life, Inutilidades

Na bicicleta:

Número de quedas até 21/5: zero.

Número de quase quedas até 21/5: umas 5 ou 6.

Número de hematomas em decorrência das quase quedas até 21/5: uns 3 ou 4.

Número de perdas de sapato ao pedalar até 21/5: umas 4, todas ontem.

Conclusão: minha sapatilha marrom não presta para andar de bicicleta.



Feriado pt II – A bicicleta

Esse é o post mais aguardado sobre a minha viagem até agora, tenho certeza…

Bom, vou começar contando uma piada. Tem uma piada antiga na família que diz que alguém vai na padaria e pede um sonho. Daí o sonho acabou e a pessoa responde “tudo bem, me vê uma bicicleta verde”. É uma piada no estilo pinguim doce de leite (se alguém não conhece essa, me peça pra contar, é muito boa). Guardem essa informação. Tem também aquele outro ditado que diz “não sei se caso ou se compro uma bicicleta”. E minha cabeça problemática tinha misturado as duas coisas e eu já falava que não sabia se casava ou se comprava uma bicicleta verde; no fim decidi pela segunda opção e aqui está o resultado:

Caso alguém encontre na rua, favor não roubar…
Sintam a combinação do verde com o roxo e o lilás da “lancheirinha” ali atrás.

 Como todo mundo já sabe, a Holanda é o país das bicicletas e, pra morar dignamente aqui, tive que entrar na onda. Enrolei no começo porque sou meio traumatizada com bicicletas; é uma questão familiar muito antiga e prefiro não entrar em detalhes. Só adianto que sim, eu já andei de bicicleta antes na vida (sem rodinhas) e não, eu não lembrava como era pois isso faz uns 20 anos, mais ou menos.

Daí depois de uns dias que eu tava aqui eu vi o vídeo do cara que não tem as duas pernas nem os dois braços (acreditem, se alguém não viu, eu passo o vídeo). Porra, o cara NÃO tem NEM as pernas, NEM os braços, e faz mais coisas do que eu. Não que isso seja uma AFRONTA, claro que não, o cara é um exemplo – e também uma exceção – mas pelo menos me motivou a pegar a maldita bicicleta e tentar andar, mesmo que sozinha. Era o mínimo que eu podia fazer depois de ver o cara sem pernas/braços NADANDO numa piscina (esse é o meu próximo objetivo de vida – nadar decentemente, mas é assunto pra depois que eu voltar pro Brasil).

Bom, aproveitei um feriado em que estava sozinha aqui (e a cidade vazia, óbvio), peguei a bici, EMPURREI a bici até um lugar vazio (ou vocês acreditaram realmente que eu ia sair andando assim de primeira?) e dividi o desafio em etapas de complexidade crescente (cabeça problemática, lembram? então). Vale lembrar que a bici é totalmente fora do tamanho recomendado para mim e eu mal alcanço a ponta do pé no chão quando estou sentada nela (uma dificuldade a mais né?).

Primeiro eu precisava andar em linha reta… O mínimo, o básico, o essencial, o RIDÍCULO:

Ir até o final e voltar. Razoável, não?

E não é que eu consegui? Claro que no começo eu não conseguia ficar só na faixa da direita (aqui tem que respeitar “as mãos” da ciclovia), ficava ziguezagueando pela rua inteira, mas até que deu pro gasto! Pedalava rindo sozinha até. E daí a rua foi chegando no final e ai meu deus o que que eu faço agora e como faz curva nisso aqui socorro e decidi parar. VIREI a bici com a mão e continuei só andando em linha reta, hahah, que ridículo. Mas deu certo. Até o tio policial chegar perto de mim e perguntar se eu tava precisando de ajuda. Não senhor, só se for ajuda psicológica mesmo! Decidi que estava na hora de tentar fazer as curvas, pra não passar mais vergonha na rua.

Olha só, muito mais difícil hein? Triplicou o comprimento da rua…

Troquei de rua porque essa segunda tinha uma área melhor pra fazer a curva no final, heheh. No começo foi muita tensão, mas deu certo e estava fazendo as curvas decentemente. E esse negócio de ficar indo pra frente e pra trás (uy!) na mesma rua foi me enchendo o saco. Eu precisava de mais emoção! Foi muito mais fácil do que eu achei que seria e essa rua não é um bom exemplo das ruas do resto da cidade, que tem trânsito de pessoas e de carros. Então tomei coragem e decidi passear MESMO de bici.

Uau! Uma rua de verdade!

Tudo bem que era feriado e realmente não havia nenhuma outra bici nem carros (e só um pedestre), mas esse lugar era particularmente PERIGOSO pro meu nível bicicletal porque se eu ziguezagueasse muito, ia cair dentro do canal que fica à direita (que não aparece na foto). Mas ó, nem caí no canal, ok? Pra dizer a verdade, AINDA não caí em lugar nenhum! :)

Bom, andar de bicicleta é realmente uma coisa muito ridícula para quem passou a infância se aventurando por aí e subindo em árvores e sendo uma criança radical, como eu não fui. Além disso, eu realmente tinha trauma de bicicleta e foi um passo muito grande que eu dei, tendo coragem de pegar uma bicicleta maior do que eu e tentar andar na rua, sozinha. Sei que tem mais gente que eu conheço que não sabe andar ou não pratica há muito tempo, então fica aqui o meu relato de “coragem”! Espero que vocês se animem e andem também! É gostoso andar de bici, com exceção de quando o vento está muito forte e quase te derruba (já aconteceu comigo aqui e depois eu vi que tem uma PLACA na rua chamando atenção pro VENTO… coisas que só a Holanda faz por você).



Feriado pt I – A praia
23/04/2011, 12:11
Filed under: Delft way of life

Por incrível que pareça, está fazendo um sol absurdo aqui. Mesmo. A holandesada tá toda feliz, fazendo churrasco fora de casa, sentado pra fora de casa, tudo pra fora de casa. Sol é raro aqui, então eles aproveitam mesmo. E como estamos em horário de verão, amanhece cedo e só anoitece lá pelas 9 da noite. E eles querem aproveitar cada minutinho de sol.

Apesar de ser feriado, algumas almas do lab não viajaram ontem e resolveram ir pra praia. Delft está a 10, 15 minutos de trem de Den Haag (ou Haia… do tribunal, sabe né), onde há praia. Eu acompanhei, óbvio, apesar de ser uma brasileira não muito brasileira, que talvez goste menos de praia do que os holandeses…

Como minha parte bicicletal não está muito desenvolvida, precisei andar muito pra ir e voltar da praia. Uns 12 km, pra ser mais exata. Sim, eu andei tudo isso ontem. Óbvio que hoje mal mexo as pernas, mas minhas caminhadas diárias de ida e volta do lab colaboraram pra eu conseguir levantar da cama hoje.

Não me perguntem o nome da praia, mas fica ao sul de Scheveningen (onde está o agito), e estava mais tranquila e mais vazia do que a parte norte (do agito). A praia não tem nada demais, nada muito diferente das praias comuns, tem uma parte grande de areia e a água MAIS GELADA QUE EU JÁ SENTI NO PÉ NA VIDA. Mesmo. Ninguém ficava 2 segundos com o pé dentro da água, porque doía MUITO. Ninguém merece esse mar do Norte. Mas deu pra tomar sol e sorvete e jogar frisbee (muito mal) e frescobol (muito bem!). (Se biotec não der certo, depois de tentar ser manicure, eu poderia tentar uma carreira frescobolística…)

Na volta pra casa, começou um temporal e eu conheci a famosa chuva de Delft, depois de 15 dias aqui sem chuva (acho que bati um recorde). Mas foi uma coisa bem chuva de verão, um temporal rápido e depois o céu abriu de novo.

Criança olhando pessoa semi-morta na areia, mar do Norte ao fundo…

…e faixa de pedras na entrada do porto ao lado.

Uma coisa interessante é que aqui você precisa SUBIR à praia, e não DESCER, porque nós moramos abaixo do nível do mar e pra alcançar a praia é necessário subir uns metros. Curioso!

Apesar de ter me sentido super em casa com mais centenas de pessoas branquelas ao meu redor, estranhei o fato de existir pessoas realmente mal-educadas na praia (tem em qualquer lugar né): tinha muito cachorro na praia (aqui é permitido – ???) largando seus totôs e nada do dono recolhê-los, e uma hora eu dei de cara com uma FRALDA na areia. Ainda bem que estava fechada! Ninguém merece…



Feriado “agitado”
20/04/2011, 15:49
Filed under: Delft way of life

Acabei de comprar uma bicicleta.